Finthy
Como juntar Nubank, Itaú e dólar num dashboard de finanças
Publicado em 26 de agosto de 2026
O salário cai no Itaú. O PIX do dia a dia sai pelo Nubank. Uma fatia da renda chega em dólar. Cada app funciona. Nenhum deles responde a pergunta do fim do mês: quanto eu tenho de verdade e para onde o dinheiro foi.
Isso não se resolve abrindo mais uma conta. A saída é um dashboard de finanças pessoais que lê o que você já tem. O Finthy cobre esse recorte: bancos brasileiros, conta no exterior e orçamento em mais de uma moeda. Hoje a ponte é o extrato em arquivo. Open Finance está no roteiro, não no botão da tela inicial.
O panorama que o app do banco não entrega
A vida financeira brasileira ficou fragmentada à força. PIX, boleto, débito automático, TED e parcela de cartão convivem no mesmo mês. Quem trabalha para empresa de fora ainda mistura real e dólar. Quem investe espalha saldo entre banco, corretora e Tesouro. A planilha aguenta, se você tiver disciplina de ferro toda semana. A maior parte das pessoas não tem. O controle vira print de saldo e um susto quando a fatura fecha.
Um dashboard tira essa conta da cabeça: saldo, gasto por categoria, fluxo do mês e patrimônio aproximado. O ponto frágil é a entrada dos dados. Se o app pede senha do home banking, muita gente recua. Se pede para lançar cada café na mão, o hábito morre na terceira semana. A saída prática, no Brasil de hoje, ainda é o arquivo que o próprio banco já gera.
Extrato por arquivo: o que funciona agora
No Finthy a conexão brasileira atual é upload. Você baixa o extrato no app ou no internet banking, envia PDF, imagem, CSV, Excel ou OFX, e a IA lê as linhas. O produto não pede a senha da conta. Não precisa autorizar Open Finance para começar.
Isso importa por três motivos. Funciona com banco que ainda não está numa lista de API. Você escolhe o período. O risco muda: o site diz que o arquivo original não fica guardado, e CPF e senha do banco não entram no fluxo.
O custo é a rotina. Alguém precisa baixar o extrato com alguma frequência. Para quem já tira o PDF do Nubank ou do Itaú para conferir fatura, o passo extra é pequeno. Para quem espera sincronização em tempo real no primeiro login, a expectativa precisa ser outra.
Na prática, o fluxo cabe em poucos minutos:
- Exporte o extrato do período no app do banco
- Prefira CSV ou OFX quando existir; PDF e foto também entram
- Envie o arquivo no dashboard e confira a categorização
- Ajuste o que a IA errou uma vez; o padrão brasileiro se repete
- Repita no fechamento do mês, não todo dia
Uma importação por mês já muda o jogo se a alternativa era célula vazia. Planos pagos sobem o teto de arquivos e de contas. Dá para começar grátis e ver se o painel vale o hábito.
Nubank, Itaú e o resto da prateleira
A lista que o Finthy cita para o Brasil é longa de propósito: Nubank, Itaú, Banco do Brasil, Bradesco, Santander, Caixa, Inter, C6, BTG, XP, Rico, PicPay, Mercado Pago e dezenas de outras. O argumento não é "conectamos via API cada uma agora". É "se o banco gera extrato, o arquivo entra".
Isso cobre o caso comum: conta num banco grande, cartão digital em outro, investimento numa corretora, carteira de pagamento no fim de semana. Cada extrato usa um layout. PIX vira texto genérico. Boleto de condomínio parece transferência. Parcela de 12x parece gasto pequeno até você somar o restante.
A IA tenta reconhecer estabelecimento brasileiro, separar transferência entre as suas próprias contas do gasto de verdade e não tratar todo PIX como categoria única. Nenhum classificador acerta 100%. O valor está em revisar dez linhas, não trezentas. O mesmo caminho vale para extrato de corretora ou CSV de conta no exterior: o painel vira inventário, e patrimônio deixa de ser um número chutado.
Real e dólar no mesmo painel
Quem recebe em dólar e gasta em real vive dois orçamentos que a maioria dos apps trata como um só. O salário em USD parece folgado até o câmbio do mês encontrar o custo de vida em BRL. Sem conversão no mesmo lugar, você ignora a conta estrangeira ou vive com uma aba de cotação aberta.
O Finthy posiciona o orçamento multi-moeda como recurso nativo: conta em BRL e em USD, gasto nas duas pontas e patrimônio com cotação. Para dev remoto, freelancer em plataforma internacional ou brasileiro que manteve o Itaú depois de mudar de país, esse é o recorte que a planilha resolve mal.
Um jeito simples de usar:
- Orçamento de sobrevivência em real (aluguel, mercado, transporte, boleto)
- Reserva em dólar, sem misturar com o giro do mês
- Transferência entre as suas contas marcada como movimento interno, não como gasto
- Revisão mensal do câmbio efetivo, não da cotação do Instagram
O dashboard não decide se você deve trazer o dólar agora. Ele deixa a conta visível. Isso já corta o erro mais caro: gastar o bruto em USD como se ele já tivesse virado real na conta do dia a dia.
Open Finance no roteiro, upload no presente
Quando a conexão regulada funcionar no produto, a promessa é outra: autorizar uma vez e puxar transação sem baixar PDF. O site do Finthy é explícito: upload de arquivo disponível hoje; conexões Open Finance no Brasil estão no roteiro.
Trate essa frase como filtro. Texto que diz que você já conecta o Nubank com um clique pelo Open Finance no Finthy está vendendo o futuro como presente. O que existe agora é sincronização manual por arquivo, com categorização automática depois do envio.
Até a API chegar, o critério é outro. O app lê bem o PDF do seu banco? Entende PIX, boleto e parcela? Mostra dólar sem conversão tosca? Exporta CSV se você quiser ir embora? Dashboard que prende o dado vira um segundo banco ruim. Exportar para CSV ou Excel é o mínimo.
No modelo de arquivo o medo da senha encolhe. O Finthy afirma que não pede senha do banco, não guarda credencial e não retém o original depois do processamento. Dado financeiro na nuvem ainda é dado financeiro. O que muda é a superfície: você envia um extrato que já poderia mandar ao contador, não a chave da conta.
Como saber se vale testar neste mês
Teste se você tem duas ou três instituições no Brasil e nunca fecha o mês com um número só, se recebe em dólar e gasta em real, ou se mora fora e ainda paga boleto aqui. Pule se precisa de lançamento em tempo real hoje, se recusa qualquer upload, ou se a vida cabe num único banco e um caderno.
O teste é prosaico. Crie a conta, suba o extrato do Nubank e o do Itaú do mês passado, acrescente a conta em dólar se ela existir, e veja se o painel conta uma história que você reconhece. Se a categorização for lixo, você perdeu meia hora. Se fechar o mês com um mapa de gasto decente, o hábito se paga.
Quem ocupou um estado no Os 27 com esse produto está no mapa. O histórico mostra as ocupações anteriores. O recorte útil continua o mesmo: um dashboard que junta banco brasileiro e moeda estrangeira pelo extrato, com Open Finance ainda pela frente.