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Trade Big

Como ver DRE da CVM, dividendos e valuation da B3 no Trade Big

Publicado em 26 de agosto de 2026

Quem acompanha bolsa no Brasil vive pulando de aba: cotação numa tela, DRE no PDF da CVM, dividendo na planilha, fato relevante no site de RI. O trabalho raramente é ficar o dia inteiro "operando". É achar o número certo sem misturar fonte, trimestre e ticker.

O Trade Big junta esse recorte numa consulta: ações da B3 e dos EUA com cotação, indicadores fundamentalistas e dividendos; FII e BDR no filtro brasileiro; DRE, balanço e fluxo de caixa com fonte CVM; agenda; fatos relevantes; comparação de até quatro ações; e uma calculadora de valuation com premissas à vista. Este texto descreve o que está no site hoje. Não é análise, carteira sugerida nem sinal de compra ou venda.

O que a ficha do ativo mostra de verdade

A home lista o mercado em três abas: Brasil, EUA e Privadas. No recorte brasileiro você filtra por tipo de ativo (ações, FII, BDR) e por setor. Nos EUA os dados fundamentalistas vêm da SEC; filtro de tipo e setor fica só no mercado brasileiro. Privadas são S.A. de capital fechado que publicam DRE e balanço, sem cotação, gráfico ou dividendo.

Abra um ticker da B3 e a ficha deixa de ser um card de preço. Além da cotação, a tela traz valor de mercado, P/L, dividend yield, variação de 52 semanas e volume. A navegação interna separa o que muda no pregão do que muda no trimestre: resultados e demonstrativos (DRE, balanço e fluxo de caixa), dividendos com histórico anual, governança e comunicados.

Os demonstrativos vêm com fonte CVM. A DRE traz lucro bruto, receitas financeiras, lucro antes dos impostos e lucro líquido, com histórico de exercícios e versão trimestral. Banco e seguradora usam contas próprias (intermediação, sinistros), em vez do molde de indústria. O balanço parte ativo e passivo: circulante, não circulante, empréstimos, patrimônio líquido, dívida bruta e dívida líquida, com nota de liquidez corrente também creditada à CVM.

O fluxo de caixa cobre caixa das operações, depreciação, investimento em ativo fixo, fluxo de caixa livre, juros do financiamento, fluxo do acionista e dividendos e JCP pagos. Na ficha de dividendos a fonte é a DFC da CVM: yield, DPA, DPA médio de cinco anos, payout e total distribuído no caixa. Serve para conferir o que saiu de fato, não para projetar renda.

Governança puxa remuneração da administração (fixa e variável, por órgão), estrutura acionária (ON, PN, tesouraria, papéis em circulação) e composição da administração, com fonte no Formulário de Referência da CVM. Comunicados abrem os fatos relevantes daquele ticker.

FII tem ficha própria, com título em dividendos, resultado e carteira. Os indicadores saem do informe mensal da CVM: valor patrimonial por cota, P/VP, dividend yield em 12 meses, rendimento no mês, patrimônio líquido, cotistas e composição da carteira. O resultado trimestral vem em regime de caixa. A carteira lista papéis declarados à CVM. O gráfico usa a série COTAHIST da B3 sem ajuste por proventos ou desdobramentos: a tela avisa que a linha pode saltar em data de split ou dividendo.

Ações dos EUA abrem dados do SEC EDGAR, com horário de divulgação (antes da abertura, durante o pregão ou após o fechamento). É outra jurisdição e outro formulário. Não misture P/L de PETR4 com múltiplo de um paper da SEC sem olhar a fonte.

Comparar até quatro ações e calcular valuation

A ferramenta Comparar aceita até quatro ações da B3 lado a lado. Você busca pelo ticker ou pelo nome. A tela agrupa múltiplos, DRE do último exercício e balanço: P/L, P/VP, dividend yield, receita, lucro líquido, margem líquida, EBIT, ativo total, patrimônio líquido e dívida líquida. Células verdes marcam o melhor valor da linha quando a métrica é comparável. Há também performance da cotação em base 100 no início do período, para olhar retorno relativo sem o preço absoluto atrapalhar.

O rodapé é explícito: valores de DRE e balanço referem-se ao último exercício disponível na CVM, e o destaque verde não é recomendação de investimento. Trate a tabela como conferência. Empresa com P/L menor na linha verde não está "barata". Pode estar com lucro inflado ou com o setor inteiro distorcido.

A calculadora de valuation carrega dados de qualquer empresa da B3 e deixa as premissas editáveis. São cinco modelos, cada um com limite escrito na própria tela:

  • Número de Graham, a partir de LPA e VPA. Não se aplica com LPA ou VPA negativo. A fórmula usa o teto clássico (P/L 15 vezes P/VP 1,5). A interface lembra que o modelo nasceu para indústria pesada e não serve quando o valor está em marca, software ou rede.
  • Preço-teto de Bazin, que precisa de histórico de dividendos. O yield desejado é premissa sua.
  • Gordon (dividendos), que trata a ação como perpetuidade. Sem dividendo no último ano, o modelo some.
  • DCF do fluxo de caixa do acionista, com modo Damodaran (FCFF) em que crescimento e WACC saem derivados e o beta vem da regressão contra o Ibovespa. Fluxo de caixa livre não se aplica a instituição financeira; a tela manda usar o modelo de dividendos. A calculadora avisa quando o número de ações da CVM não fecha com o valor de mercado (comum em units) e quando o fluxo dos primeiros anos é negativo, com quase todo o valor vindo da perpetuidade.
  • Múltiplos do setor, com P/L e P/VP na mediana dos pares. ON e PN da mesma empresa contam uma vez. Se o setor inteiro está caro, a mediana sai cara: o número diz se a empresa está fora da curva dos pares, não se o setor faz sentido.

O disclaimer da ferramenta é o que importa: as estimativas são educativas, geradas a partir das premissas que você escolhe, e não são recomendação de compra ou venda. Mudar a taxa de desconto altera o resultado em dezenas por cento. Na ficha do ativo o atalho "Calcular valuation" já abre a calculadora com o ticker. Comparar e valuation são telas diferentes. Nenhuma executa, recomenda ou promete retorno.

Agenda da CVM, fatos relevantes e empresas privadas

A Agenda de Resultados lista quando cada empresa da B3 divulga ITR, balanço anual, teleconferência e assembleia. A fonte é o Calendário Anual de Eventos Corporativos que a própria companhia entrega à CVM. A página deixa claro que a data pode ser remarcada a qualquer momento e que a agenda é reprocessada todo dia. Há link para ver o calendário na CVM.

Fatos relevantes são um feed separado: fatos, comunicados ao mercado e avisos aos acionistas, direto da CVM, com filtro e ticker. Na ficha do ativo a mesma família aparece em Comunicados.

Empresas privadas ocupam a terceira aba da home. São S.A. de capital fechado que publicam DRE e balanço (RI ou jornal de grande circulação). A lista inclui nomes como Três Corações, Maggi, Cimed, Copersucar, EMS, Globo, Havan, J&F, Record, Tigre e Votorantim. A ficha mostra exercício, receita, EBITDA, lucro líquido, dívida bruta, patrimônio líquido e o link de relações com investidores. Sem cotação. Sem gráfico. Sem dividendo. É demonstrativo e fonte, não ticker para operar.

Nas Ferramentas ainda entra a calculadora de juros compostos: valor inicial, aporte mensal, taxa anual e tempo em anos, com valor final, total investido, juros e projeção em gráfico. Os cálculos são aproximados. A própria tela diz que não constituem recomendação de investimento. Artigos ficam em Educação, Estratégias, Análise e Mercado. Leia como contexto, não como ordem.

Consulta de dado, não mesa de operação

O Trade Big é painel de consulta. Você lê cotação, múltiplo, DRE, dividendo pago no caixa, fato relevante e um cenário de valuation com a premissa visível. Não há corretora, ordem a mercado, carteira sincronizada com a B3 nem promessa de rentabilidade. Dado atrasado, exercício desatualizado e calendário remarcado existem. A interface aponta vários desses buracos. O resto é não transformar célula verde em tese.

Se o hábito é abrir cinco sites para conferir um ticker, o ganho é de arranjo: Brasil e EUA na mesma lista, CVM na ficha, comparar quatro ações e valuation com a premissa visível. Se o hábito é procurar quem diga o que comprar, o produto não cobre isso, e este texto tampouco.

Quem ocupa um estado no Os 27 está pedindo visita ao site, não endosso de tese. O Trade Big já passou pelo mapa e pelo histórico. Abra a ficha, leia a fonte (CVM, SEC ou COTAHIST) e trate cada número como registro, não como conselho.

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